Yutaka Toyota

sobre o artista

Yutaka Toyota


“A pintura, a escultura e o monumento estão profundamente ligados. Quando estou pintando imagino esculturas.” 

Yutaka Toyota (Tendo / Japão, 1931), pintor, escultor, desenhista, gravador e cenógrafo.Desde criança se interessou por arte (no colegial venceu um concurso de pintura) tendo até o
incentivo de um professor; no entanto, seu pai foi contra sua idéia de seguir carreira artística (ele queria que seu filho fizesse Medicina, Economia ou outra formação rentável), mas Toyota não desistiu e mesmo sem ajuda financeira do pai, seguiu seu sonho. De início, sua irmã lhe sustentava, depois passou a se auto-sustentar trabalhando na construção de cenários teatrais e com uma bolsa de estudo adquirida por tirar boas notas. Estudou Desenho Industrial na Universidade de Arte de Tóquio e na Escola de Belas Artes.Trabalhou no Instituto de Pesquisas Industriais em Shizuoka (cidade que muitos anos depois projetou e executou uma escultura movida por computador no Centro Cultural de Susono), empresa que executava projetos de design para fábricas de carros e motos. Alguns anos depois, uma fábrica de móveis, que estava mudando para São Paulo, o convidou para trabalhar na nova filial. Toyota aceitou o emprego e ao chegar ao Brasil se surpreendeu com a amplitude de espaço. A partir desse choque de terras ele passou a usar o “espaço cósmico” como inspiração e o aço como seu ocupante. Entrou para o Grupo Seibi e passou a compartilhar das ideologias desses artistas. Sentindo necessidade de aprimorar seus conhecimentos, foi para Argentina (país em que
passou um ano e participou de várias exposições). Ao retornar ao Brasil, montou um ateliê de pintura, onde na inauguração haviam 90 alunos matriculados. Mesmo gostando de ensinar,
Yutaka deixou o país novamente e foi para a Itália (Milão), onde iniciou seus projetos tridimensionais. Seu principal material é o aço inoxidável; seu trabalho era moldar o aço de maneira que o resultado fossem espelhos côncavos e convexos refletindo o espaço infinito e deixando uma visão relativa para cada observador. Convidado pelo museu italiano Pagani, desenhou e produziu um painel de cimento armado com ferro para o jardim. Venceu o concurso Piaceta di Milano abrindo caminho para sua aceitação no mercado de arte, do qual lhe rendeu uma individual com 30 obras. Seu sucesso  na Itália repercutiu no cenário artístico brasileiro e no resto do mundo. Toyota foi convidado para várias mostras nacionais e internacionais.
Em 1968, naturalizou-se brasileiro, mas continuou se destacando em vários países, principalmente no Japão – onde criou diversas esculturas e monumentos. Recebeu as medalhas Kyokujitsu Sokoosho e Konju-Hosho (entregues pelo imperador e pelo primeiroministro do Japão, respectivamente). Yutaka tem no mínimo 100 monumentos exposto no Brasil e no Japão. Alguns de seus projetos são: No Japão: na cidade de Tendo, uma escultura em parque público, feita a pedido do Museu de Arte Moderna de Yamagata e da Rádio e Televisão NHK; na cidade de Tóquio, uma escultura para a Campanha de Seguros Dai Tóquio; na cidade de Amarume, uma escultura para o Ginásio de Esportes e na cidade de Guifu, uma escultura para o Parque do Fórum Cultural de Guifu. No Brasil: na cidade paulista, esculturas para a Praça da Sé, para o Hotel Maksoud Plaza, no Parque Toyotomi, no jardim e no museu da FAAP e no Salão do Mofarrej Sheraton Park Hotel; na cidade de Guarujá (litoral de São Paulo) fez uma escultura ao ar livre; na cidade de Brasília executou esculturas no Salão Nobre do Clube do Exército e na Praça Sarah Kubitschek. Além do Brasil e do Japão, projetou e executou uma escultura para o Nani Mau Garden Park no Hawaí (EUA).
Como não podia deixar de ser, Toyota recebeu o Prêmio Medalha de Ouro no Salão Paulista de Arte Moderna de 1963, o Prêmio Governo do Estado da Bahia na Bienal de Artes Plásticas em 1968, o Prêmio Banco de Boston / Aquisição – Itamaraty na Bienal de 1969, a Medalha do Cavaleiro da Ordem do Mérito em 1981 (Brasília), entre inúmeros outros. Desde o começo do ano de 2005, Yutaka Toyota está trabalhando na cidade de Registro fazendo obras gigantescas de sucata para serem expostas na cidade como parte da programação do evento comemorativo do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, que ocorrerá em 2008. Os objetos de sucata que estão sendo usados não são apenas peças enferrujadas e sem utilização; ele considera que tais peças façam parte da história e crescimento da cidade de Registro. 

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